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Fórum do Mar abre as portas a potenciais negócios
Encontro “é mais um passo no sentido de reforçar a economia do mar em Portugal”
O mar volta a estar no centro das atenções com a abertura do Fórum do Mar 2012, na Exponor em Matosinhos, evento do qual o Ciência Hoje é media partner.
Durante os próximos três dias, o encontro organizado pelas associações Empresarial de Portugal (AEP) e Oceano XXI – Cluster para o Conhecimento e Economia do Mar, vai procurar contribuir para o desenvolvimento da economia do mar e para a sensibilização do público quanto aos benefícios que podem ser obtidos a partir da exploração sustentável deste recurso.
O grande objectivo do evento “é reunir neste espaço, através de um conjunto de conferências, da feira e de apresentações, as empresas, centros de investigação, universidades e associações que trabalham na economia do mar, no sentido de se apresentarem e de encontrarem algumas oportunidades de projecto e de cooperação que possam vir a ser uteis no futuro para o desenvolvimento da economia do mar”, explica Rui Azevedo.
De acordo com o director executivo do Oceano XXI, o Fórum também conta com uma “participação internacional significativa” uma vez que foram convidadas várias empresas estrangeiras para estabelecer um conjunto de contactos comerciais com os expositores portugueses.
A 1ª edição do Fórum do Mar contou com 3200 pessoas e este ano o número de participantes “não vai ser inferior”, diz Rui Azevedo.

“Estamos num contexto mais difícil que o ano passado”, apesar disso “conseguimos uma participação idêntica à do ano passado, talvez um pouco melhor estruturada no sentido em que há stands e expositores que aqui aparecem com maior escala”, afirma.
A partir das conferências realizadas no Fórum “ficam contactos e condições para os vários actores desenvolverem actividades conjuntas”, refere o responsável. No caso da Feira, “aquilo que se pretende é estimular o aparecimento de novos projectos de cooperação entre os centros de investigação, empresas e também com parcerias internacionais, para dar início a alguns negócios através dos contactos que aqui se estabelecem”, sublinha.
“Consideramos que este é mais um passo no sentido de reforçar a economia do mar em Portugal e também, por essa via, contribuir para o desenvolvimento do país”, acrescenta. Dinheiro bem gasto
O Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (INESC TEC), pela segunda vez presente no Fórum do Mar, voltou a participar este ano e estreia em público o robô de busca e salvamento e de vigilância.
“Queremos mostrar aos nossos concidadãos que o dinheiro público está a ser bem gasto por nós”, afirma Vladimiro Miranda, director do Instituto.
“O ano passado assinámos um protocolo importante com a marinha portuguesa, este ano vamos assinar outro protocolo com o novo Instituto Português do Mar e Ambiente e o Centro de Investigação Marinha e Ambiental” que procura reforçar a posição de Portugal no desenvolvimento de novas tecnologias em aquacultura e incrementar a capacidade exportadora nacional no domínio da robótica, inteligência artificial e biotecnologia marinha, avança o especialista em inteligência computacional.
Segundo o responsável, o encontro é um local “importante” para que a indústria e a sociedade percebam que o INESC TEC existe e que está a desenvolver o papel que é esperado. “Queremos explicar à indústria que pode contar connosco e à sociedade queremos motivá-la para se entusiasmar e apoiar uma proposta audaciosa mas viável”, sublinha.