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Secretário de Estado do Empreededorismo desaconselha recurso à banca
O secretário de Estado do Empreendedorismo afirmou hoje que, para um empreendedor, o recurso à banca nunca é uma boa solução, apesar de haver capital disponível para projetos com "boas equipas e bem pensados".
No âmbito de uma série de visitas enquadradas na semana de balanço do Programa Estratégico para o Empreendedorismo e Inovação, Carlos Oliveira foi conhecer a empresa CEI - Companhias de Equipamentos Industriais e, a propósito dos cursos de empreendedorismo para desempregados, afirmou: "A ida à banca , agora ou noutra altura qualquer, não é a solução adequada para quem está a começar o seu negócio".
O secretário de Estado atribui essa avaliação ao facto de que "a banca avalia o risco de uma forma diferente da que avaliarão os ‘business angels' ou [os agentes d]o capital de risco e [de] outro tipo de financiamento mais adequado à criação de novas empresas".
Carlos Oliveira refere, aliás, que em junho o Governo vai "apresentar a nova Sociedade Capital de Risco - que, resultando da reforma que está a ser feita no capital de risco público, é a fusão das três sociedades atuais numa única entidade".
A mudança implicará "uma nova estratégia e um novo envelope financeiro de apoio aos empreendedores, estejam eles em fase nascente ou em fases mais avançadas do desenvolvimento".
A essa oferta, o secretário de Estado acrescenta ainda a orientação dos fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional para o empreendedorismo e a inovação; a linha de 1500 milhões de euros que, lançada em final de janeiro, "já tem mais de 1000 milhões aprovados pela banca"; o alargamento das linhas PME Invest; e o apoio aos seguros de exportação com garantia do Estado.
Por tudo isso, Carlos Oliveira garante: "O Governo tem estado muito atento. Sabemos que o financiamento às empresas é um problema complicado, mas, no que diz respeito às novas empresas, se houver bons projetos, com boas equipas e bem pensados, há capital em Portugal e no mundo disponível para isso".
A visita de hoje do secretário de Estado do Empreendedorismo e Inovação previu, para além da CEI, uma passagem pela Universidade do Minho, pelo CATIM - Centro de Apoio Tecnológico à Indústria Melalomecânica e ao INESC TEC - Instituto de Novas Tecnologias (com apresentação da spin-out MOG Solutions e da spin-off Tomorrow Options).
No caso da CEI, essa empresa dedica-se sobretudo ao fabrico de tecnologia para as indústrias do calçado, da metalomecânica, do automóvel e das rochas ornamentais, exportando 50 por cento da sua produção.
O INESC TEC, por sua vez, desenvolveu em 2011 cerca de 150 projetos, registando um volume de atividade de oito milhões de euros, enquanto o CATIM, no mesmo período, prestou serviços no valor de 3,9 milhões.
A MOG Solutions, especializada em digital media, exporta mais de 95 por cento da sua produção e tem uma taxa de crescimento anual de cerca de 40 por cento; a Tomorrow Options, dedicada a dispositivos de microeletrónica para fins médicos, já comercializa no estrangeiro 99 por cento da sua produção.