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Belmiro e Sonae citados como exemplo de empreendedorismo

Um estudo realizado a alunos do Ensino Superior sobre criação de negócios coloca Belmiro de Azevedo o empresário mais admirado e Sonae como a empresa-modelo. O estudo, divulgado pelo grupo, indica que fica à frente de Bill Gates (Microsoft), Steve Jobs (Apple) ou Richard Branson (Virgin) e também Joe Berardo, Américo Amorim e Pinto Balsemão. O estudo internacional publicado por Aurora Teixeira (docente da Faculdade de Economia da U Porto e investigadora do CEFUP e INESC Porto) aponta que Belmiro de Azevedo deveria regressar à Universidade "não como professor assistente convidado, mas como catedrático, título compatível com o seu estatuto e reconhecimento".

Belmiro e Sonae citados como exemplo de empreendedorismo

Belmiro de Azevedo

Por esta razão, a autora do estudo, Aurora Teixeira, lança o repto: "Muitas vezes temos surpresas boas e estas pessoas até têm disponibilidade. Só devemos pedir às pessoas muito ocupadas, que compõem a academia, que desçam do pedestal". Porém, conclui a investigadora, "a criação de disciplinas bicéfalas, com duas pessoas diferentes, o académico de gema e um empresário, capazes de fazer a ponte entre as escolas do ensino superior e as empresas, não se resolve por decreto"
No inquérito «Percepção dos estudantes do ensino superior português relativamente à criação de novos negócios», quando confrontados com a palavra empreendedor, os universitários apontaram, em primeiro lugar, Belmiro de Azevedo, com 34 por cento das respostas, acima de Bill Gates (13%), Joe Berardo (1,7%), Steve Jobs (1,5%), Américo Amorim (1,4%), Richard Branson (1,3%), Francisco Pinto Balsemão (1,1%) e Rui Nabeiro (1%). Um número significativo de alunos refere também o nome de um familiar e o próprio. Distribuídos regionalmente, os números apontam para um reconhecimento maior em alunos do Centro, Alentejo e Norte do país.

Já como resposta ao termo “empreendedorismo”, 30 por cento dos inquiridos referem a Sonae, seguida da Microsoft (10%) e a Google, seguindo-se as portuguesas Martifer e Ydreams.

Este trabalho de investigação teve como objectivo conhecer as atitudes dos estudantes portugueses em relação à criação de novos negócios e enquadrou-se num projecto mais amplo ao nível internacional, envolvendo sete outras universidades: Münster University of Applied Sciences (Alemanha); University of Adelaide (Austrália); Lahti University of Applied Sciences (Finlândia); University of Maribor (Eslovénia); Coventry University (RU); Cracow University of Economics (Polónia); Dubai Women's College (Emirados Árabes Unidos).

O estudo teve como população-alvo todos os estudantes inscritos em instituições de ensino superior em Portugal (366729 estudantes), envolvendo estudantes de licenciatura e de pós-graduação, independentemente do ano que frequentavam, e independentemente de estarem inseridos em universidades e institutos politécnicos públicos ou privados. Abarcou, assim, todas as áreas científicas (medicina, desporto, humanidades, etc.).

Em Março-Abril 2008, foi dirigido um e-mail a todos os Reitores das Universidade e Escolas de Ensino Superior Portuguesas solicitando a colaboração no sentido de divulgar nas suas escolas, junto dos seus estudantes, o estudo e o inquérito subjacente.

(in http://www.fep.up.pt/inquerito/empreendedorismo/estudantes/index.php)

Os resultados apresentados baseiam-se em 5863 respostas válidas (1,6% de todos os estudantes inscritos em instituições de ensino superior).

Quase metade (48,8%) dos respondentes (contra 31% dos estudantes inscritos no ensino superior) são oriundos de concelhos da Região do Norte. O Centro está razoavelmente bem representado (26,5% na amostra versus 21,5 da população), ao passo que a Região de Lisboa está subrepresentada (13,5 contra 38,0%).

 

Ciência  Hoje, 18 de Junho 2009

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