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FiberSensing equipa aviões Airbus e naves espaciais

É uma empresa portuguesa, sediada na Maia, e fornece tecnologia de excelência a alguns dos maiores grupos mundiais, tais como a Airbus, a Siemens, Petrobras, Agência Espacial Europeia, a EADS, líder mundial no segmento aeroespacial, e às portuguesas Efacec, Ren e Refer. Trata-se da FiberSensing, criada em 2004 de um 'spin-off do INESC PORTO e que, neste momento, está presente em quatro continentes, prevendo este ano entrar em África. "Só se consegue ter parcerias com empresas destas características porque se tem a excelência da tecnologia. E é portuguesa". Foi desta forma que Sérgio Aniceto, CEO da FiberSensing, se referiu à empresa, que se especializou na criação de sensores de fibra óptica (sensores em fibra de Bragg), e meia dúzia de anos depois é líder mundial neste segmento de mercado, fornecendo soluções aos maiores grupos internacionais.

E os ouvintes - presentes no encontro Portugal Inovador, realizado ontem no Porto - puderam ouvir espantados como os sensores da FiberSensing estão já a monitorizar a famosa Ponte de Brooklyn, em Nova York, ou a criar os motores tónicos das naves espaciais da Agência Espacial Europeia. Para a Airbus a empresa está a testar um sensor atérmico que vai medir a temperatura dentro de motores e que vai ser aplicado dentro de algum tempo. O próximo passo será a aplicação, dentro de um ano, destes sensores no Airbus A380.

Para a Petrobras a empresa criou uma solução para a monitorização dos poços de petróleo e a possibilidade de extrair maiores quantidades. Para a Siemens, o maior cliente da FiberSensing, a tecnologia criada vai permitir monitorizar os geradores de energia. Outras soluções foram aplicadas nos comboios da Refer ou nos cabos de electricidade de alta tensão, da Refer. Com 35 trabalhadores e com um volume de facturação de 1,5 milhões de euros, a FiberSensing vai crescer este ano em resultado dos contratos que já tem estabelecidos. As previsões, segundo Sérgio Aniceto, apontam para a duplicação da facturação, para os três milhões de euros.

Diário Económico, 4 de Fevereiro, 2010

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